Como montar uma carteira de investimentos diversificada do zero
Colocar tudo num único investimento é um erro clássico. Entenda como distribuir seu patrimônio entre classes de ativos para equilibrar risco e retorno.
Por que diversificar?
Diversificação reduz o risco sem necessariamente reduzir o retorno esperado. Se um ativo cai 50%, uma carteira com 10% nele cai apenas 5%. Mas se você tiver 100% nele, a perda é catastrófica. A ideia é que diferentes classes de ativos não caem ao mesmo tempo nem pelos mesmos motivos.
As classes de ativos principais
Renda fixa pós-fixada (Tesouro Selic, CDB CDI): proteção contra alta da Selic, liquidez. Renda fixa IPCA+ (Tesouro IPCA+, CRI, CRA): proteção contra inflação no longo prazo. Ações brasileiras (BOVA11, ações individuais): potencial de crescimento real de longo prazo. FIIs: renda mensal, proteção parcial contra inflação. Ativos internacionais (IVVB11, BDR, ETFs globais): proteção cambial e diversificação geográfica.
Uma carteira modelo por perfil
Conservador: 60% renda fixa pós, 25% Tesouro IPCA+, 15% FIIs. Moderado: 40% renda fixa, 20% Tesouro IPCA+, 25% ações, 15% FIIs. Arrojado: 20% renda fixa, 10% IPCA+, 50% ações, 20% FIIs/internacional.
Rebalanceamento
Defina os percentuais alvo e revise a carteira anualmente. Se ações subiram e agora representam 60% quando o alvo era 50%, venda parte e compre o que ficou abaixo do alvo. Isso força o "compre na baixa, venda na alta" de forma disciplinada.
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